
Embora menos comentado, o câncer de tireoide merece atenção, principalmente entre o público feminino, já que afeta cinco vezes mais mulheres do que homens. Trata-se do tumor endocrinológico mais comum e tem um papel significativo entre os carcinomas da região da cabeça e pescoço. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados 16.660 novos casos desse tipo de câncer no Brasil para cada ano do triênio 2023-2025.
Nódulos na tireoide são muito comuns e, devido à sua localização, podem ser detectados pelos médicos ou até pelos próprios pacientes por meio de uma simples palpação do pescoço. Cerca de 90% a 95% desses nódulos são benignos. Além disso, quando o câncer de tireoide é detectado precocemente, a taxa de sucesso do tratamento pode chegar a 97%.
A doença pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais frequente entre os 30 e 50 anos. Entre os fatores de risco estão exposição à radiação (especialmente por radioterapia na região da cabeça e pescoço durante a infância), histórico familiar da doença, inflamação crônica da tireoide e alterações no sistema imunológico. Obesidade, tabagismo, desequilíbrios hormonais e exposição a poluentes ambientais também são considerados fatores de risco.
Várias condições benignas e outros tipos de câncer na região do pescoço podem apresentar sintomas semelhantes aos do câncer de tireoide. Por isso, é essencial procurar um médico ao notar qualquer um dos seguintes sinais: nódulo no pescoço de crescimento lento ou rápido; dor na parte anterior do pescoço que pode irradiar para os ouvidos; rouquidão ou mudança persistente na voz; dificuldade para engolir; ou tosse constante não associada a gripes ou infecções respiratórias.
Como medidas de prevenção, recomenda-se manter o peso corporal adequado, evitar o tabagismo e adotar uma alimentação balanceada. Além disso, é fundamental não negligenciar as consultas médicas de rotina e estar atento a qualquer alteração na saúde e no corpo.