
Hoje, 19 de outubro, comemoramos o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama, que é o tipo mais incidente entre as mulheres no Brasil, e também o que mais mata este público. Só para o ano de 2025, são estimados mais de 73 mil novos casos no país, conforme aponta o Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Existem fatores de risco para o câncer de mama atrelados a aspectos que não são possíveis de serem modificados, como: nascer biologicamente mulher, histórico familiar, idade (mulheres com mais de 50 anos estão mais propensas), primeira menstruação antes dos 12 anos e menopausa após 55 anos.
No entanto, existem outros fatores modificáveis que podem ser controlados por meio de hábitos e escolhas de vida. Confira abaixo 5 formas de prevenção ao câncer de mama:
- Alimentação
Prefira sempre alimentos frescos ou minimamente processados, com fibras, frutas, verduras e folhas. Evite/diminua o consumo de embutidos (salsichas, apresuntados, mortadela, etc) e alimentos com alto teor de gordura.
- Mantenha o corpo em movimento
O sedentarismo é o fator de risco para a grande maioria dos cânceres. Uma vida ativa, com prática de 150 a 300 minutos de atividade física aeróbica de moderada OU 75 a 150 minutos de atividades de vigorosa intensidade é o mais indicado como forma de prevenção. Opte por práticas que te tragam prazer e ânimo, seja um esporte ou academia.
- Evite o tabagismo e consumo de álcool
O consumo de álcool, mesmo em pequenas quantidades e o tabagismo são fatores de risco comprovados que elevam as chances de desenvolver câncer de mama. O álcool interfere na metabolização de hormônios como o estrogênio, e o cigarro contém substâncias tóxicas que danificam o organismo. Abandonar o cigarro (e seus derivados, como vapes e narguilés) e limitar ou evitar o consumo de bebidas alcoólicas são medidas essenciais para a prevenção.
- Anticoncepcional e reposição hormonal: use com cautela
Tanto o uso prolongado de pílulas anticoncepcionais (especialmente aquelas com altas doses de estrogênio) quanto a terapia de reposição hormonal podem aumentar o risco de câncer de mama, especialmente quando utilizada por longos períodos após a menopausa. É importante discutir com o médico ginecologista ou mastologista os riscos e benefícios do uso desses métodos, buscando alternativas ou as menores doses e menor tempo de tratamento possíveis, de forma individualizada.
- Caso tenha filhos, amamente!
A amamentação é considerada um fator de proteção contra o câncer de mama. Estudos indicam que o risco de desenvolver a doença diminui em cerca de 4,3% a cada 12 meses de aleitamento materno. A amamentação é um fator protetor tanto para o bebê quanto para a mãe.
Sabemos que os bons hábitos ajudam na prevenção, mas não eliminam 100% a chance do aparecimento do câncer de mama. Por isso, quanto mais cedo a doença for diagnosticada, maiores são as chances de cura e de tratamentos menos invasivos.
Desta forma, especialistas chamam atenção para a prevenção secundária, que é o rastreamento da doença, que acontece por exames de imagem como mamografia e/ou ultrassonografia. De acordo com os novos protocolos do Ministério da Saúde, recomenda-se que a mamografia – exame padrão ouro na detecção de alterações nas mamas – pode começar a ser feito a partir de 40 anos e precisa ser realizado bienalmente até os 74 anos. Em casos de histórico familiar, é necessário discutir com o médico a idade e frequência. Caso necessário, o profissional também poderá recomendar a realização de um ultrassom.