
O mês de maio ganha o tom azul para iluminar a conscientização sobre o câncer de ovário. Considerado o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado, ele exige atenção redobrada das mulheres e da sociedade. Neste período, reforçamos que o conhecimento é o primeiro passo para o cuidado.
O cenário no Brasil
De acordo com as estimativas mais recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 8.020 novos casos de câncer de ovário para cada ano do triênio de 2026 a 2028. Isso representa um risco estimado de 7,33 casos a cada 100 mil mulheres.
Os números mostram um crescimento em relação aos anos anteriores, o que torna as campanhas de informação ainda mais essenciais para que o diagnóstico não ocorra apenas em estágios avançados.
Por que ele é tão silencioso?
O câncer de ovário tem origem em diferentes tipos de células. Cerca de 90% a 95% dos tumores malignos são epiteliais, originando-se no revestimento do ovário ou de estruturas próximas. Os demais casos envolvem células germinativas (que formam os óvulos) e o estroma.
Exatamente por essa diversidade celular e pela localização dos ovários, a doença costuma não apresentar sintomas específicos nas fases iniciais. Atualmente, a maioria dos diagnósticos ocorre em estágios avançados, o que torna este câncer a principal causa de mortalidade entre os tumores do sistema reprodutor feminino.
Fatores de risco e proteção
Estar atenta ao próprio corpo e ao histórico familiar é fundamental. Os principais fatores de risco incluem:
- Idade: maior incidência em mulheres acima de 50 anos.
- Genética: histórico familiar de câncer de ovário, mama ou colorretal.
- Fatores reprodutivos: nunca ter engravidado ou ter passado por terapias hormonais prolongadas.
- Estilo de vida: obesidade e sedentarismo.
Vale o lembrete: a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) não aumenta o risco de câncer de ovário, embora exija acompanhamento por estar associada ao câncer de endométrio.
Sinais de alerta: o que observar?
Como os sintomas podem ser confundidos com desconfortos digestivos comuns, a persistência é a chave. Procure um médico se notar:
- Inchaço abdominal ou dor pélvica persistente;
- Sensação de saciedade rápida ou perda de apetite;
- Alterações intestinais (prisão de ventre ou diarreia) e náuseas;
- Necessidade frequente e urgente de urinar;
- Cansaço inexplicável.
O exame de Papanicolau não detecta o câncer de ovário — ele serve para o colo do útero. O diagnóstico do câncer de ovário geralmente depende de exames de imagem, como o ultrassom transvaginal, e da avaliação clínica minuciosa do ginecologista.
Prevenção e cuidado
Pequenas atitudes salvam vidas. Manter o peso sob controle, praticar exercícios físicos e, acima de tudo, manter consultas ginecológicas em dia são as melhores formas de prevenção.
Neste Maio Azul, ajude o Grupo Luta Pela Vida a disseminar essa mensagem. Compartilhe este conteúdo com as mulheres que você ama. O diagnóstico precoce pode mudar o rumo de uma história!