
O dia 23 de novembro é lembrado como o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil. A data, instituída em abril de 2008, tem o objetivo de estimular ações educativas sobre a doença, promovendo discussões para que políticas públicas que garantam melhores condições de tratamento e diagnóstico precoce sejam efetivadas.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados mais de 7.900 casos de câncer pediátrico para cada ano do triênio 2023-2025. Entre os tumores mais frequentes em crianças, destacam-se as leucemias e os que afetam o sistema nervoso central. Outros tipos de câncer que podem acometer crianças incluem os linfomas, sarcomas (tumores de partes moles), neuroblastoma (tumores de gânglios simpáticos) e retinoblastoma (tumor da retina do olho).
Diferentemente dos cânceres em adultos, o câncer infantojuvenil não possui prevenção primária, devido a suas particularidades, como o crescimento rápido das células tumorais e o potencial de se tornarem altamente invasivas. Contudo, quando diagnosticado precocemente, apresenta uma melhor resposta à quimioterapia.
Por isso, é essencial que pais e cuidadores estejam atentos à saúde das crianças. Muitos sintomas do câncer infantojuvenil podem ser semelhantes aos de doenças comuns da infância. Entre os sinais de alerta que devem ser investigados estão:
- Anemia persistente;
- Prostração e cansaço frequente;
- Sinais de sangramento ou hematomas sem causa aparente;
- Presença de nódulos;
- Palidez excessiva.
Vale lembrar que o câncer pediátrico é altamente tratável e, no Brasil, apresenta uma taxa de cura de aproximadamente 80%. No entanto, o sucesso do tratamento e a possibilidade de intervenções menos invasivas estão diretamente ligados à identificação precoce da doença.