
O Dia Mundial Contra o Câncer, celebrado em 4 de fevereiro, é um marco global para disseminar informações e reduzir o impacto da doença. Atualmente, o cenário da oncologia vive uma transformação: graças aos avanços científicos, o câncer tem deixado de ser visto como uma sentença definitiva para ser compreendido como uma doença crônica.
Mas o que isso significa na prática e como podemos agir para mudar as estatísticas no Brasil?
De acordo com o Dr. Leonardo Mundim, oncologista do Grupo Luta Pela Vida, o entendimento da doença e as novas terapias permitiram um aumento considerável na sobrevida dos pacientes.
“Hoje o câncer, de fato, é considerado uma doença crônica. Tivemos avanços expressivos nos tratamentos, permitindo que os pacientes vivam por mais tempo e com qualidade de vida, apesar da doença”, explica o médico.
Essa “cronificação” exige um novo olhar sobre o cuidado. O tratamento não termina na cirurgia ou na última sessão de quimioterapia; ele demanda um processo contínuo de reabilitação e acompanhamento para minimizar sequelas.
O panorama da doença no Brasil
Os dados mais recentes do INCA (Instituto Nacional de Câncer) para o triênio 2026-2028 apontam que o Brasil deve registrar 781 mil novos casos da doença por ano. Se excluirmos o câncer de pele não melanoma (que tem alta incidência, mas baixa letalidade), a projeção é de 518 mil novos casos anuais.
O câncer já se consolida como uma das principais causas de morte no país, aproximando-se das doenças cardiovasculares. Esse aumento reflete o envelhecimento da população, mas também alerta para os desafios no acesso ao diagnóstico e tratamento e estilo de vida das pessoas.
Tipos de câncer mais incidentes (excluindo o câncer de pele não melanoma):
| Posição | Entre homens | Entre mulheres |
| 1º | Próstata | Mama |
| 2º | Cólon e Reto | Cólon e Reto |
| 3º | Pulmão | Colo do Útero |
| 4º | Estômago | Pulmão |
| 5º | Cavidade Oral | Tireoide |
Prevenção: combatendo vilões clássicos
Cerca de 40% dos casos de câncer poderiam ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis. Dr. Leonardo Mundim destaca que, embora o conhecimento tenha avançado, os “grandes vilões” ainda são problemas de saúde pública relevantes:
- Tabagismo e Álcool: causas diretas de diversos tipos de tumores;
- Sedentarismo e Obesidade: fatores de risco crescentes na população brasileira;
- Alimentação: consumo excessivo de alimentos ultraprocessados eleva os riscos.
A prevenção também passa pela detecção precoce e imunização. O médico reforça que o acesso à informação é a nossa maior arma: vacina contra o HPV, que é fundamental para reduzir o risco de câncer de colo de útero e exames de rastreio como a mamografia, por exemplo, capaz de detectar lesões em estágios iniciais, aumentando drasticamente as chances de cura.
A importância do cuidado multiprofissional
Por ser uma condição que gera sequelas agudas e crônicas, o suporte ao paciente oncológico deve ser integral. O Grupo Luta Pela Vida acredita que a busca pela cura e o bem-estar diário caminham juntos. O acompanhamento não deve ser restrito ao médico, mas envolver uma rede de suporte com: enfermeiros e psicólogos; nutricionistas e terapeutas ocupacionais; fisioterapeutas e profissionais de reabilitação.
Essa visão multidisciplinar é o que garante que o paciente não apenas sobreviva ao câncer, mas viva com plenitude após o diagnóstico.
Neste Dia Mundial Contra o Câncer, junte-se a nós na conscientização! O diagnóstico precoce e hábitos saudáveis salvam vidas.