
O mês de março é marcado por diferentes campanhas de saúde, sendo uma das principais o Março Lilás, de conscientização e prevenção ao câncer de colo de útero — o terceiro mais incidente entre as mulheres no Brasil. Conforme aponta o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o número estimado de casos novos da doença para cada ano do triênio de 2026 a 2028 é de 19.310, com um risco estimado de 17,59 casos a cada 100 mil mulheres.
Principais fatores de risco
A causa primária do câncer de colo de útero é a infecção persistente pelo HPV (Papilomavírus Humano), transmitido via relação sexual. Entre os tipos de HPV de alto risco, os tipos 16 e 18 são responsáveis pela maioria dos casos diagnosticados.
Dessa forma, o uso de preservativo é essencial como barreira de proteção contra esta e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Outros fatores de risco incluem o início precoce da atividade sexual, o tabagismo e quadros de imunossupressão.
Em sua fase inicial, este tipo de câncer geralmente não apresenta sintomas. No entanto, é preciso estar atento a sinais como:
- Sangramento ou corrimento vaginal anormal;
- Dor durante a relação sexual;
- Dor pélvica.
A vacinação como principal forma de prevenção
O câncer de colo de útero é um dos poucos que pode ser evitado de forma simples: com a vacinação. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente a vacina contra o HPV para meninas e meninos na faixa etária de 9 a 14 anos, garantindo a proteção antes do início da vida sexual. O imunizante também é recomendado e eficaz para mulheres até os 45 anos, podendo ser encontrado na rede privada para este público.
Rastreamento e diagnóstico precoce
O exame preventivo, conhecido como Papanicolau, é simples e rápido. Ele identifica possíveis lesões causadas pelo HPV e deve ser realizado por mulheres entre 25 e 64 anos que já iniciaram a vida sexual. Após dois exames anuais com resultados normais, o intervalo de coleta pode ser repetido a cada três anos.
Além disso, em algumas localidades do Brasil, já está disponível o teste de HPV via coleta de DNA para o rastreio do câncer. Este exame é indicado a partir dos 25 anos e, caso o resultado seja negativo, a mulher pode realizar uma nova testagem com intervalo de cinco anos.