
O mês de abril ganha a cor lilás para trazer à luz um tema de grande relevância para a saúde masculina: a conscientização sobre o câncer de testículo. Embora represente cerca de 5% do total de casos de câncer urológico, esta neoplasia acende um alerta importante por atingir, majoritariamente, jovens em plena idade produtiva — entre os 15 e 50 anos. Aproximadamente metade dos cânceres testiculares ocorre em homens de 20 a 34 anos de idade
O Grupo Luta Pela Vida (GLPV), em sua missão de promover a prevenção e o diagnóstico precoce, reforça a importância de quebrar tabus e incentivar o autocuidado masculino.
O que é o câncer de testículo?
Este tipo de tumor surge quando células anormais se multiplicam nos testículos. A boa notícia é que, quando detectado em estágios iniciais, o câncer de testículo apresenta altos índices de cura, chegando a mais de 95% de sucesso no tratamento. No entanto, o silêncio e a demora em procurar um urologista ainda são os maiores obstáculos para a recuperação rápida.
Fatores de risco e sinais de alerta
Alguns fatores podem aumentar as chances de desenvolver a doença, como o histórico familiar e a criptorquidia (quando o testículo não desce para a bolsa escrotal ao nascimento).
É fundamental ficar atento aos sinais do corpo. Os sintomas mais comuns incluem:
- Aparecimento de um nódulo (caroço) endurecido e indolor;
- Aumento ou alteração no tamanho e formato dos testículos;
- Sensação de peso ou dor na parte inferior do abdômen ou na virilha;
- Dor ou desconforto nos testículos ou na bolsa escrotal.
A importância do autoconhecimento
Assim como em outros tipos de câncer, o autoconhecimento é a primeira linha de defesa. O autoexame deve ser feito mensalmente, preferencialmente após um banho quente, quando a bolsa escrotal está mais relaxada. Ao palpar a região, o homem consegue identificar qualquer alteração incomum com mais facilidade.
Ao notar qualquer anomalia, a recomendação é clara: procure um médico urologista.
Neste Abril Lilás, nosso convite é para o diálogo. Se você é jovem, cuide-se. Se você tem um filho, irmão ou amigo nessa faixa etária, compartilhe essa informação. A conscientização é o caminho mais curto para a cura!