
O mês de outubro chega para colorir a saúde com uma das principais campanhas de conscientização: o Outubro Rosa. Por isso, o Grupo Luta Pela Vida aproveita para compartilhar informações valiosas sobre a prevenção, os fatores de risco e a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama.
Atualmente, o câncer de mama é o tipo de tumor mais frequente entre as mulheres em todo o mundo. Desconsiderando os casos de pele não melanoma, ele ocupa o segundo lugar no ranking de neoplasias, representando cerca de 11,6% do total de diagnósticos, conforme aponta o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Além disso, dados globais alertam que foram estimados aproximadamente 2,3 milhões de casos novos da doença.
No Brasil, o cenário exige atenção contínua. Para cada ano do triênio de 2026 a 2028, a estimativa oficial é de 78.610 novos casos de câncer de mama – um aumento de 6% em relação aos anos anteriores. Essa projeção representa um risco estimado de 71,57 casos a cada 100 mil mulheres, mantendo este tipo de câncer no topo do índice de incidência entre a população feminina do país.
A boa notícia é que com o diagnóstico precoce, as chances de cura chegam a 90%.
Conheça os principais fatores de risco
Compreender o que aumenta a probabilidade de desenvolvimento da doença ajuda na adoção de medidas preventivas adequadas. Assim, podemos entender os fatores de risco da seguinte forma:
- Fatores endócrinos e reprodutivos: incluem maior exposição ao estrogênio ao longo da vida, como primeira menstruação precoce, menopausa tardia, ausência de gestações (nuliparidade), uso de contraceptivos orais combinados e terapia de reposição hormonal na pós-menopausa.
- Idade e envelhecimento: embora os casos entre mulheres na faixa de 40 anos estejam aumentando, a idade acima de 50 anos é um fator de risco para a doença. Isso acontece devido ao acúmulo natural de exposições hormonais e às alterações biológicas do envelhecimento.
- Estilo de vida e hábitos modificáveis: o excesso de gordura corporal, o sedentarismo, tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas destacam-se como comportamentos que elevam as chances de desenvolvimento do tumor.
- Fatores genéticos: o histórico familiar com mutações hereditárias também influencia o risco global.
Informação como ferramenta de cuidado
A prevenção vai muito além do autocuidado; ela envolve a busca ativa por exames de rotina e a mudança de hábitos diários. “Quando falamos em prevenção e diagnóstico precoce, estamos falando de salvar vidas. A informação de qualidade capacita a mulher a reconhecer sinais do seu próprio corpo, a buscar a mamografia na idade recomendada e a adotar hábitos saudáveis que diminuem o risco do desenvolvimento da doença”, destaca, Camila Piqui, da equipe de Prevenção do GLPV.
Como praticar a prevenção no dia a dia?
Embora alguns fatores de risco não possam ser alterados — como a idade e a genética —, um estilo de vida protetor reduz significativamente os riscos. Consequentemente, pequenas mudanças diárias trazem grandes benefícios para a saúde de forma geral:
- Mantenha uma rotina de atividades físicas: praticar exercícios regularmente fortalece o sistema imunológico e auxilia no controle do peso corporal. Recomenda-se ao menos 150 a 300 minutos de atividade física moderada.
- Adote uma alimentação equilibrada: priorize alimentos naturais, como frutas, vegetais e grãos integrais, reduzindo o consumo de ultraprocessados.
- Evite o consumo de álcool e tabagismo: a ingestão de bebidas alcoólicas e o consumo de tabaco são fatores modificáveis diretamente associados ao aumento do risco.
- Realize seus exames de rotina: acompanhe sua saúde com profissionais e mantenha a mamografia em dia conforme a orientação médica. O Ministério da Saúde, desde 2025, recomenda a realização de mamografia para mulheres a partir de 40 anos. De 50 a 74 anos, o exame deve ser obrigatório a cada dois anos.
O Grupo Luta Pela Vida apoia cada mulher nessa jornada. Lembre-se: cuidar da sua saúde é um ato de amor-próprio e a prevenção é tudo!