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Julho Roxo: fique alerta aos sinais invisíveis do câncer de bexiga

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  • 1 jul 2026
  • Notícias, Portal de Prevenção

Quando pensamos nos fatores de risco para o câncer, o hábito de fumar está quase sempre associado ao pulmão. No entanto, existe outro órgão que sofre diretamente com as substâncias tóxicas do cigarro e que ganha destaque neste mês: a bexiga.

O Julho Roxo é a campanha de conscientização e prevenção ao câncer de bexiga. O principal objetivo da mobilização é trazer informação de qualidade para contribuir no diagnóstico precoce da doença — um fator que é fundamental para o sucesso do tratamento e para aumentar as chances de cura.

Abaixo, reunimos os principais dados, sintomas e formas de diagnóstico para você entender a importância de manter a atenção aos sinais do seu corpo.

O cenário do câncer de bexiga no Brasil

Os dados mais recentes acendem um alerta para a saúde urinária dos brasileiros. O número estimado de casos novos de câncer de bexiga para o Brasil, para cada ano do triênio de 2026 a 2028, é de 13.110. Isso representa um risco estimado de 6,12 casos a cada 100 mil habitantes no país, conforme aponta o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Embora a doença possa se desenvolver em qualquer pessoa, as estatísticas mostram que o câncer de bexiga é mais comum em:

  • Idosos;
  • Homens;
  • Pessoas brancas.

A principal causa do câncer de bexiga é o tabagismo. As toxinas do cigarro são absorvidas pelo pulmão, caem na corrente sanguínea e são filtradas pelos rins. Ao serem eliminadas, essas substâncias nocivas ficam concentradas na urina, agredindo diretamente as paredes da bexiga por longos períodos. 

Outros fatores também estão associados ao aparecimento deste tipo de câncer, como: exposições ocupacionais e ambientais, como o contato com aminas aromáticas, com agentes presentes na produção de borracha e alumínio, com corantes industriais, com agentes do trabalho como pintor e com o arsênio. A radiação ionizante também é reconhecida como fator de risco, especialmente em indivíduos que receberam radioterapia prévia na região pélvica.

Sintomas: o perigo de confundir os sinais

Um dos maiores desafios no combate a esse tipo de tumor é que os sinais da doença são, muitas vezes, negligenciados ou confundidos com problemas urinários comuns, como infecção urinária ou pedras nos rins.

Fique atento se você ou alguém próximo apresentar:

  • Sangue na urina (hematúria): este é o principal sintoma de alerta. Mesmo que ocorra apenas uma vez e seja completamente indolor, deve ser investigado;
  • Vontade frequente de urinar: sentir a necessidade de ir ao banheiro muito mais vezes do que o habitual;
  • Alterações no jato urinário: jato fraco, interrompido ou dificuldade para começar a urinar;
  • Dor pélvica: desconforto ou dor na região lombar ou no “pé da barriga”.

Se você notar qualquer uma dessas alterações, não espere o sintoma desaparecer sozinho. A investigação médica é o caminho mais seguro.

Como é feito o diagnóstico do câncer de bexiga?

Caso haja suspeita da doença durante a avaliação médica, o diagnóstico precisa ser confirmado por meio de exames específicos. Os principais são a ultrassonografia ou a tomografia computadorizada, que ajudam a visualizar a estrutura do órgão e identificar possíveis massas ou tumores. Além disso, também existe a cistoscopia, um procedimento que utiliza uma fina câmera introduzida pela uretra para examinar diretamente o interior da bexiga e, se necessário, realizar biópsias.

Prevenção 

A melhor forma de celebrar o Julho Roxo é praticando a prevenção no dia a dia. Se você fuma, buscar apoio para parar de fumar é o passo mais importante que você pode dar pela sua saúde. Além disso, manter uma boa hidratação — beber água regularmente para ajudar a diluir e eliminar as toxinas do corpo — é um hábito simples que protege todo o seu sistema urinário.

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