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O mês de setembro ganha nuances especiais com a campanha Setembro Azul e Rosa, dedicada a conscientizar a população sobre a saúde da glândula tireoide e a prevenção do câncer de tireoide. No Grupo Luta Pela Vida, reforçamos a importância da informação de qualidade como aliada para identificar os sinais iniciais e garantir o diagnóstico precoce.
Apesar de ser um dos tumores mais frequentes no país, a boa notícia é que o câncer de tireoide possui uma alta taxa de cura — chegando a 97% dos casos quando identificado e tratado em estágios iniciais.
O cenário do câncer de tireoide no Brasil
De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2026-2028, são esperados 16.450 novos casos de câncer de tireoide por ano no Brasil, com um risco estimado de 7,68 casos por 100 mil habitantes.
Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de glândula tireoide é o oitavo mais frequente no país.
Prevalência entre mulheres
A doença atinge predominantemente o público feminino: risco 12,15 entre 100 mil mulheres e 2,99 a cada 100 mil homens. Por ser quatro vezes mais comum nas mulheres, o acompanhamento médico de rotina — especialmente em consultas ginecológicas — desempenha um papel decisivo no rastreamento preventivo.
Nódulos na tireoide: quando se preocupar?
A tireoide é uma glândula em formato de borboleta situada na parte anterior do pescoço. A presença de nódulos na região é algo muito frequente na população. Devido à sua localização anatômica, esses caroços costumam ser facilmente percebidos por apalpação em exames físicos de rotina ou até pelo próprio paciente.
Atenção: encontrar um nódulo na tireoide não é sinônimo de câncer. Entre 90% e 95% dos nódulos identificados são benignos.
Ainda assim, ao perceber qualquer alteração, caroço ou inchaço no pescoço, o ideal é procurar avaliação médica para os devidos exames de imagem e diagnóstico.
Principais fatores de risco e causas associadas
Trata-se de um tipo de tumor multifacetado. Embora a maioria dos casos apresente bom prognóstico, alguns fatores aumentam a suscetibilidade ao desenvolvimento da doença:
- Exposição à radiação ionizante: é o principal fator de risco conhecido, especialmente quando a exposição na região do pescoço ocorre durante a infância ou em tratamentos radioterápicos antigos para doenças benignas.
- Deficiência de iodo: dietas com baixos níveis de iodo podem contribuir para o surgimento do carcinoma folicular em áreas endêmicas.
- Fatores genéticos e hereditários: mutações germinativas (como no gene RET, associado ao carcinoma medular) e síndromes genéticas raras (como Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2, Síndrome de Cowden e Gardner).
Como é feito o diagnóstico e por onde começar?
A detecção pode acontecer de forma silenciosa, antes mesmo de surgirem sintomas aparentes, durante exames clínicos de rotina. Com isso, frequentemente, médicos ginecologistas identificam nódulos suspeitos durante o exame físico.
Diante de uma suspeita, o paciente deve ser encaminhado a um especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço ou Endocrinologia, que solicitará exames complementares (como ultrassonografia cervical e, se necessário, punção aspirativa).
O compromisso do Grupo Luta Pela Vida
O Grupo Luta Pela Vida apoia o Setembro Azul e Rosa para reforçar que cuidar da saúde exige atenção contínua e autocuidado. O diagnóstico precoce transforma histórias e eleva significativamente as chances de cura.
Fique atento aos sinais do seu corpo, mantenha suas consultas em dia e compartilhe esta informação com quem você ama!